Da Web 1.0 à Web 2.0
A principal diferença está basicamente na abordagem.
Enquanto os usuários da 1.0 eram meros consumidores de conteúdo, incapazes de alterá-lo ou produzir novas versões, na web 2.0 o objetivo principal permeia a construção do conteúdo.
Ou seja, usuários podem agora contribuir para o alastramento da World Wide Web. Mas a evolução não parou por aqui.
Há gente que já pensa na web 3.0.
Grandes portais como Aol, Uole Yahoo marcaram a chegada da web 1.0, a primeira geração de internet comercial.
Em 1994, existiam apenas pouco mais de 10 mil websites e somente os responsáveis por uma página podiam colocar informação na web.
O principal produto era a imensa quantidade de informações disponíveis.
Mas o conteúdo era pouco interativo. O usuário ficava no papel de mero espectador e não tinha autorização para alterar seu conteúdo. Na primeira fase da web, a troca de informação por e-mail e instant messanges foi a atração principal da rede para o mundo dos negócios.
Podemos dizer que a Web 2.0 (termo que surgiu em 2004) democratizou a produção de conteúdo digital e além disso possibilitou que cada usuário pudesse criar o seu próprio conteúdo e disponibilizá-lo para toda a comunidade digital.
A web 2.0 foi pensada essencialmente para o usuário, ou seja, tem o objetivo de desenvolver estruturas e plataformas que abordem a convergência das mídias e promovam a interação. A sua essência é permitir que os usuários sejam mais que meros espectadores. Assim, surgiram novas tecnologias, como: Mashups, Ajax, além de sites como Facebook e Myspace. Os melhores sites são ferramentas para que os internautas gerem conteúdo, criem comunidades e interajam. Alguns, como a Wikipédia, possibilitam a construção coletiva do conhecimento. A Wikipédia virou o grande símbolo dessa transformação. É uma enciclopédia em que os verbetes são criados e editados pelos próprios usuários. O YouTube é outro exemplo. Os internautas postam seus vídeos e também podem comentá-los. A sabedoria das massas virou a chave na rede, então batizada de web 2.0.
Nesse contexto, surgiram as famosas Tags. Espécies de etiquetas, ou índex, nos quais os usuários podem classificar o tipo de conteúdo produzido e assim facilitar a navegação. A partir dos tags fica mais fácil encontrar uma informação na web.
Mas caracterizar um site como 1.0 ou 2.0 nem sempre é uma tarefa fácil. A Amazon.com, por exemplo, nasceu com o tipo de ferramenta 1.0, mas adicionou ferramentas com o passar dos anos.